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Manifestações Populares

I Seminário Nacional das Culturas Populares – de 23 a 26 de fevereiro de 2005

Viola

A viola é um instrumento bem menor que o violão, com a cintura mais acentuada, e encordoado de maneira diferente. Ela possui dez cordas, agrupadas duas a duas, sendo algumas de aço e outras, revestidas de metal.

Viola, viola pinho, viola caipira ou viola sertaneja são as denominações mais comuns para o principal instrumento do nosso povo interiorano. O instrumento também pode ser encontrado com os nomes de viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de Queluz, viola serena, viola brasileira etc.

A viola foi trazida ao Brasil por colonos provindos de diferentes regiões de Portugal, principalmente do Norte, que, a partir do litoral, foram se adentrando e se espalhando por todo o país. Neste período de colonização, a viola era muito popular em Portugal, com cada região apresentando, sem fugir de um padrão típico, diferentes estilos para o instrumento.

A viola que mais se diferenciava era a viola beiroa, pois, além do cravelhal normal, com dez cravelhas (onde as cordas são esticadas), apresentava outro pequeno cravelhal, ao lado da caixa de ressonância, em cima do braço, com duas cravelhas.

Texto e Pesquisa de Roberto Corrêa Extraído do livreto do CD "Uróboro" (1994)

http://www.robertocorrea.com.br/principal.htm
http://www.caboclovioleiro.hpg.ig.com.br/links.htm

Viola de Cocho

A palavra cocho é empregada pelo homem do campo, referindo-se a uma tora de madeira escavada, formando uma espécie de recipiente com a função de alimentar animais domésticos. A viola de cocho, encontrada no estado de Mato Grosso, recebe este nome, porque é confeccionada em um tronco de madeira inteiriço, esculpido no formato de uma viola, e escavado na parte que corresponderia à caixa de ressonância. Neste cocho, no formato de viola é afixado um tampo, e em seguida, as partes que caracterizam o instrumento, como o cavalete, o espelho, o rastilho e as cravelhas.

http://www.caboclovioleiro.hpg.ig.com.br/links.htm

Berimbau

O berimbau foi trazido ao Brasil de Angola com a música de capoeira dos escravos Bantú. Apesar de retratar um confronto, a graciosidade da dança da capoeira lembra o balé. Ela posteriormente desenvolveu-se no nordeste brasileiro, na Bahia e em outras regiões no estado de Pernambuco. O berimbau é feito com um arco de madeira (chamada biribá), e com um fio de arame preso nas duas extremidades desse arco. Uma cabaça com uma abertura em um dos lados é presa à parte inferior externa do arco, aproximadamente de 20 a 25 centímetros da ponta do instrumento, com um pedaço de corda. Essa corda é também amarrada em torno do fio de arame, e quando pressionada ela altera o som do mesmo. Os tons do berimbau são modificados pela aproximação e afastamento da cabaça em relação ao corpo do músico, assim abrindo ou fechando o buraco. Os outros três componentes são uma moeda ou rodela de metal, que é segurada contra o arame, uma pequena vareta para tocar o fio, e um pequeno caxixi. Apesar de originalmente ter seu uso reservado estritamente à capoeira, o berimbau encontrou seu caminho em meio a outros estilos populares, assim como em vários idiomas contemporâneos.

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/especiais/percussao/berimbau.html

Capoeira

A capoeira é acima de tudo um movimento de resistência e busca pela liberdade. Presente no país desde a chegada dos negros escravos no processo de colonização do Brasil, ela surge como uma manifestação de defesa contra a opressão imposta. A partir de transformações de ritos e brincadeiras dos negros africanos escravizados, a prática surge no Brasil inspirada principalmente no N’golo, uma dança-luta que os jovens africanos faziam no rito de passagem para a adolescência, imitando os movimentos das zebras.

Presente no mercado de escravos e nas senzalas, a capoeira sempre foi uma atividade de rua. Passou a ser praticada em academias a partir de 1932 quando Mestre Bimba abriu a primeira academia de capoeira em Salvador e a partir daí passou a organizar o ensino como capoeira Regional Baiana, conhecida como capoeira Regional. Resistindo à opressão e até o seu quase desaparecimento por completo, a capoeira chega aos dias de hoje com a sua força característica, porém mais erudita e praticada em todo o mundo, unindo movimento de corpo e música numa manifestação brasileira de dança, jogo e arte-luta com raízes africanas.

http://tudoparana.globo.com/capoeira/capoeira1.html

Chula

É evidenciada em todo o Brasil, principal­mente no Estado do Rio Grande do Sul. Apresenta muita semelhança com o lundu, com o baião e com o fandango. Chula é uma dança de desafio executada apenas por dois homens, a dança consiste basicamente no desafio de um contra o outro. Este desafio se dá na Dança onde cada um colocado nas extremidades distintas da vara de madeira dançam individualmente, sapateando sobre a vara de madeira colocada ao chão em sentido horizontal, desafiando o outro para que dance melhor realizando passos complicados nos quais o pé deve passar sobre a madeira sem tocá-lo.

Não existe uma coreografia definida, pois como um desafio é a coreografia mais difícil que se sobressai a outra, levando aquele que dançar sobre a vara de madeira com uma coreografia de sapateado que possuir uma maior precisão e dificuldade de execução se sobressai ao outro dançarino.

http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/chula.htm

Bumba Meu Boi

O Bumba Meu Boi é tido como uma das mais ricas representações do folclore brasileiro. Segundo os historiadores, essa manifestação popular surgiu através da união de elementos das culturas européia, africana e indígena, com maior ou menor influência de cada uma dessas culturas, nas diversas variações regionais do Bumba Meu Boi. Existem festas similares em Portugal (Boi de Canastra) e no Daomé (Burrinha).

O boi é a principal figura da representação. Ele é feito de uma estrutura de madeira em forma de touro, coberta por um tecido bordado ou pintado. Nessa estrutura, prende-se uma saia colorida, para esconder a pessoa que fica dentro, que é chamada de "miolo do boi". Às vezes, há também as burrinhas, feitas de maneira semelhante ao boi, porém menores, e que ficam penduradas por tiras, como suspensórios, nos ombros dos brincantes.

Todos os personagens são representados de maneira alegórica, com roupas muito coloridas e coreografias.

A música é um elemento fundamental no Bumba Meu Boi. O canto normalmente é coletivo, acompanhado de matracas, pandeiros, tambores e zabumbas, embora se encontrem, em raros casos, instrumentos mais sofisticados, como trombones, clarinetas etc.

http://www.brazilsite.com.br/teatro/teat02a.htm

Carimbó

É uma das mais populares expressões da cultura paraense. A dança tem origem na cultura Tupinambá, sendo o nome tirado da palavra de origem Tupi-Guarani ‘Curimbó’, de curi (pau ôco) e m’bó (escavado). O curimbó é na verdade o instrumento musical utilizado para dar a marcação da dança. O contato com a cultura dos negros africanos inseriu o batuque vibrante dos atabaques e os requebros dos quadris das mulheres. Há ainda muitos traços da cultura Portuguesa como palmas e estalar de dedos em algumas partes da dança, além de alguns passos muito parecidos com danças folclóricas lusitanas. Portanto, pode-se dizer que o Carimbó é realmente um retrato da miscigenação das 3 raças principais que formaram a cultura Brasileira. A dança originou-se na ilha do Marajó, no Pará, mas tornou-se tradição em vários municípios paraenses como, por exemplo, Cametá e Marapanim.

Para fazer a marcação do Carimbó são usados dois tambores (curimbós), um grande e um pequeno, ganzá, banjo, pandeiro, dois maracás, e uma flauta. A dança começa com os pares dispostos em fileiras de mulheres e homens de frente uns para os outros. Com palmas, os homens convidam as mulheres a formar a roda. Os casais de dançarinos fazem então um grande círculo com sua dança, onde as mulheres rodam segurando as saias rodadas e jogando-as em direção ao homem, que tende a se esquivar da saia da parceira.

A vestimenta das mulheres inclui conjuntos de saias longas (rodadas e muito coloridas) e blusas que exibem os ombros e o pescoço, confeccionadas com rendados, em geral de uma só cor. Costuma-se pregar enfeites como pequenas peneiras e pedaços de patchouli. Os Instrumentos Musicais se posicionam de um lado oposto ao dos dançarinos.A base do Carimbó são os Tambores como o que dá o nome a Dança.

http://www.amazonia.com.br/folclore/danca2.asp

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