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Nota Oficial

Iphan divulga Nota sobre o furto de obras do Museu de Arte de São Paulo (MASP)

21/12/2007

As telas O Lavrador de Café (1939), de Candido Portinari, e Retrato de Suzanne Bloch (1904), de Pablo Picasso, roubadas na madrugada desta quinta-feira (20/12), bem como todo o acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP), são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1969, por sua representatividade para a cultura do país.

Com a Política Nacional de Museus, o total de investimentos do Iphan/ MinC deverá chegar a R$ 160 milhões em 2007, quase oito vezes maior que o investido em 2002 nos museus brasileiros. Na última reunião da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, em 14 de dezembro, foi aprovado o valor de R$ 8,1 milhões, a serem captados via Lei Rouanet, para o projeto do plano anual de gestão do MASP em 2008, onde também está previsto modernizar os dispositivos de segurança do museu.

Também está aberta a 4ª edição do Edital de Modernização dos Museus, no qual o Iphan disponibiliza R$ 2 milhões para equipar os museus fora da gestão federal. Podem ser apresentados projetos de segurança, a depender da prioridade da instituição proponente. Vários desses projetos já foram atendidos pelo Iphan. Outros editais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal, por meio da Lei Rouanet, também possibilitam investimentos na área de segurança.

Mobilização

Imediatamente, ao saber do roubo do MASP, o Iphan comunicou à Interpol e à Polícia Federal, para dar início às investigações. Em seguida, inseriu as telas no banco de dados de bens procurados, disponível no site www.iphan.gov.br , onde os internautas podem identificar os dados de todas as peças procuradas e comunicar ao Iphan informações sobre o paradeiro das obras.

Mobilizar a população no resgate a todas as peças subtraídas do patrimônio nacional é objetivo da Campanha pela Recuperação de Bens Procurados, lançada pelo Iphan, em outubro deste ano e que esta sendo veiculada em cadeia nacional de televisão. Em breve, todos os aeroportos do país também estarão participando, com a exposição de banners nas salas de embarque e desembarque.

O patrimônio cultural brasileiro é propriedade de toda a nação e a responsabilidade da sua proteção é compartilhada por todos os brasileiros – pelo Estado e pela sociedade civil. Todas as peças roubadas do patrimônio nacional constam no site do iphan. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone (21) 22621971, fax (21) 25240482, ou pelo e-mail bcp-gemov@iphan.gov.br.

Luiz Fernando de Almeida
Presidente do Iphan

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3 comentários

  • Edson Brandão

    22 de dezembro de 2007

    Que alívio! Após ler a nota-relatório do Exmo. Sr. Presidente do Iphan, podemos dormir tranquilos já que “nunca na história deste país” se investiu tanto na proteção do patrimônio histórico nacional.Esta “fatalidade”, a perda de um Portinari e um Picasso, acontece nos melhores museus do mundo civilizado ( Europa e América do Norte) e , portanto, não deve macular nossa tradição de grandes protetores dos nossos bens culturais. Até a Taça Jules Rimet foi roubada e nossa identidade cultural e referenciais históricos não se perderam por este incidente pontual e isolado. Estamos confiantes no “rigoroso inquérito”, colocamos nossa fé (pois ela “não costuma faiá”)no arrependimento dos meliantes que devolverão as obras ao povo brasileiro (inclusive aos que ignoram quem foram Portinari e Picasso). Como parte da minha responsabilidade compartilhada com o Governo, além de pagar meus impostos,não passarei mais debaixo do vão livre do MASP ( quando for a São Paulo). Parbéns a todos.
    EDSON BRANDÃO

  • Alice Cavalcanti

    22 de dezembro de 2007

    Roubo de obra de arte, principalmente em um Museu é um absurdo, mas também é manter uma segurança mínima, o que deixa uma decepção com o MASP. Ainda bem que a partir do ano de 2008 a situação tende a melhorar. No momento, realmente é importante divulgar através de e-mail (pela rapidez) os dados como as fotos das obras roubadas. O Iphan poderia também divulgar através da TVE e outras TVs. Nós artistas e trabalhadores em galerias de artes e museus, com certeza iremos colaborar com nossas malas de e-mails. Não podemos ficar parados, vamos nos manifestar e auxiliar o Iphan, o MASP, a polícia federal e a nossa cultura. Atenciosamente,
    Alice Cavalcanti
    artista plástica e produtora cultural (RJ)

  • Cardes Monção Amâncio

    22 de dezembro de 2007

    Importantíssimas as políticas para os museus. Têm de ser valorizados, pois materializam nossa memória coletiva, aumentam o turismo etc…