Brasil Acesso à Informação
quinta-feira, 17 de abril de 2014 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
« Voltar Imprimir

Lei Federal de Incentivo à Cultura

Criação de GT para avaliar proposta de reformulação da Lei Rouanet e o formulário eletrônico para inscrição de projetos culturais foram assuntos da 4ª Reunião do CNPC

A criação de um Grupo de Trabalho e do novo formulário para inscrição de projetos na Lei Federal de Incentivo à Cultura foram assuntos debatidos na 4ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), realizada na última terça-feira, 25 de novembro, em Brasília.

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Roberto Nascimento, ressaltou que o interesse do CNPC em constituir um GT para discutir a Lei Rouanet é extremamente bem-vindo. “Isso mostra efetivamente o grau de compreensão que o Conselho tem com relação ao impacto dessa discussão e das medidas que vão derivar dela.”

Para o secretário da Sefic/MinC, os Conselheiros do CNPC – representantes dos diversos segmentos culturais e da sociedade civil – poderão trazer os “olhares” diferenciados para essa mudança e contribuirem para que, eventualmente, a proposta possa ser qualificada. “Esse é o modelo da prática inclusiva e participativa que o MinC vem desenvolvendo.”

O secretário de Cultura do Recife, João Roberto Peixe, citou que o CNPC trabalha na formulação das políticas publicas com o Ministério da Cultura, trazendo a participação da sociedade e também dos outros níveis de governo – estadual e municipal – para que esse debate tenha uma amplitude nacional. “A formação de um Grupo de Trabalho, o debate, a contribuição e, também, o acompanhamento da posterior tramitação no Congresso Nacional é fundamental, inclusive para que essa reformulação tenha êxito e que reflita, ainda, os interesses dos diversos segmentos culturais e dos diversos entes federais.”

A representante do Circo no Colegiado do MinC, Alice Silveira de Castro, lembrou que o segmento circense sempre teve grande dificuldade em relação à Lei Rouanet. “Por um lado, a itinerância já dificulta isso porque não se consegue construir fortes laços com as empresas. Tem que se pensar em outras estratégias como, por exemplo, o tipo de empresa que tem o interesse de patrocinar um circo que está rodando fronteiras estaduais.”

Alice mencionou que a proposta da reformulação da Lei abre caminhos interessantes para o setor, com o desenvolvimento de novos programas e formas de apoio às atividades circenses – lonas, circuitos de exibições, projetos dentro dos circos. Com isso, talvez, desperte o interesse de determinados patrocinadores, porque estariam apoiando o Circo e não apenas um grupo ou companhia.

Formulário Eletrônico

O secretário Roberto Nascimento informou que, a partir de 1º de janeiro, haverá um novo formulário para inscrição de projetos no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). “Isso porque o formulário atual é insuficiente para a captura de informações. Está defasado, precisa ser qualificado e sofisticado para poder gerar relatórios gerenciais de maior qualidade, que mostrem melhor o impacto do montante de Renúncia Fiscal, disponibilizado anualmente para Cultura.”

Também divulgou que, a partir dessa mudança, haverá a possibilidade de envio do formulário por meio eletrônico, via Internet. “Dessa maneira, poderemos analisar as propostas de projetos e aqueles que tiverem alguma inconsistência, alguma insuficiência de informação, devolveremos por e-mail para a pessoa fazer a qualificação. Depois de resolvidas as pendências, damos a aprovação, ele imprime a proposta finalizada e nos encaminha devidamente assinado para constituir o projeto. Isso vai reduzir o número de diligências que o projeto possa vir a ter ao longo da tramitação porque ele já chega com uma pré-análise,” concluiu o titular da Sefic/MinC.

(Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC)

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • TwitThis
  • email
  • LinkedIn

Participação do Leitor

Espaço reservado exclusivamente para comentários acerca da matéria ou publicação veiculada nesta página. Solicitação de informações ou dúvidas devem ser encaminhadas por meio do Fale com o Ministério; reclamações ou denúncias devem ser dirigidas para Ouvidoria.

*

max. 1000 caracteres


Regras para comentários:

1. Os comentários terão moderação desta Assessoria de Comunicação.

2. Comentários que fujam ao teor da matéria serão excluídos.

3. Ofensas e quaisquer outras formas de difamação não serão publicadas.

4. Não publicamos denúncias. Nestes casos, serão enviadas à Ouvidoria, que as encaminhará aos órgãos cabíveis.

5. A postagem de comentários com links de matérias não produzidas por este ministério será excluída.

6. Respostas a questionamentos e esclarecimentos exigem consulta, impedindo-nos, por vezes, retorno imediato.



3 comentários

  • Jocélia Maria Silva Campos

    8 de março de 2011

    A lei é excelente, apenas deveria beneficiar os que mais precisam. Cultura é necessária em qualquer faixa social mas entendo que as regiões mais pobres não participam desse privilégio. Pequenos projetos podem mudar uma comunidade inteira.

  • Carlos Augusto Abreu Soares

    25 de janeiro de 2009

    Quem cobra R$ 80,00 ou R$ 100,00 por uma apresentação de teatro não está fazendo cultura para o povo e sim para a elite brasileira e portanto não merece incentivo fiscal.

  • Marcos Aurério

    14 de janeiro de 2009

    O Minc não deveria aprovar projetos para essas grandes companhias de teatro que arrecadam milhões e depois cobram absurdos pelos ingressos. Só deveriam ser aprovados projetos com ingressos a preços populares e orçamentos bem mais modestos.